meta content='hxtITXE63uME9/yjo4Zg8yNvdEcj+DdFl4l+XwhLY+U=' name='verify-v1'/> O Brasil de todos os povos

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Candelária





A História do Municipo de Candelária

O território que é hoje reconhecido como um depositário de fósseis de animais pré-históricos também tem na ocupação humana uma trajetória histórica muito rica. A história de Candelária remonta a novembro de 1633, data estimada da fundação, pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, da Redução Jesus Maria. Situada no local hoje conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade, a povoação de índios é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções. Elas surgiram em decorrência do acordo firmado, em 4 de julho de 1626, entre o então governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus.

A Redução Jesus Maria é a que mais prosperou entre todas da primeira fase. Estima-se que tenha abrigado uma espécie de cidade, formada por aproximadamente seis mil índios. Este contingente da nação Tupi-Guarani apresentava condições de vida bastante favoráveis, pelo menos no aspecto da subsistência. Além de se dedicar à agricultura, cultivando produtos como trigo, milho e mandioca, os índios possuíam grandes rebanhos de bovinos, suínos e ovinos. Por seu grande porte, a redução candelariense acabou sendo alvo da ação dos bandeirantes paulistas, que desciam ao sul com o objetivo de aprisionar índios e transformá-los em escravos.

Tal circunstância tornou marcante o sistema de defesa montado pelos jesuítas em Jesus Maria, não só no que diz respeito às fortificações (trincheira e paliçadas) e armamentos, como no adestramento militar ministrado aos índios por especialistas em operações de guerra. Isto justifica como foi possível para padres e índios resistirem à poderosa bandeira do bandeirante Raposo Tavares durante seis longas horas (das 8h da manhã às 14h). A batalha que pôs fim à Redução Jesus Maria foi travada no dia 3 de dezembro de 1636, encerrando com requintes de heroísmo o primeiro capítulo da história de Candelária.

Já em 1862, João Kochenborger e Jacob Welsch, filhos de imigrantes alemães que moravam em Rio Pardo, decidiram tentar construir a vida em novas terras. João Kochenborger passou a residir na atual Linha Curitiba e, anos depois, construiu o aqueduto, que conduzia água captada no Arroio Molha Grande para mover um engenho de serra e um moinho de milho e trigo. Jacob Welsch foi morar onde hoje é a rua Dr. Middendorf, logo depois adquiriu terras na Linha Passa Sete, onde se estabeleceu, criou sua família e viveu o resto da vida.

O crescimento da povoação foi rápido, não só a pecuária dava suporte à economia, mas também a agricultura passou a ser preponderante. O comércio crescia e surgiam as primeiras indústrias. Foi tão significativo o desenvolvimento que, em 9 de maio de 1876, o distrito foi elevado para a categoria de Freguesia, com invocação de Nossa Senhora de Candelária. Quando chegou o século XX o núcleo urbano já contava com cerca de 150 moradores, a maioria estabelecida ao longo da rua do comércio, que hoje é a nossa Avenida Pereira Rego.

Em 1924 reuniões no Clube Rio Branco marcavam a tentativa dos republicanos de emancipar Candelária. Foi um movimento precedido de medidas criteriosas, orientadas pelo Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe da política republicana de Rio Pardo, e contava também com o apoio do então Presidente do Estado e chefe do Partido Republicano, Dr. Borges de Medeiros. O decreto de criação de Candelária deu-se em 7 de julho de 1925. Nesta data o presidente do Estado, Borges de Medeiros nomeava Intendente para o município criado, o Sr. Albino Lenz. Nascia um município com vocação para o desenvolvimento.

Falar dessa cidade é muito bom pois é a terra natal de minha mãe e um lugar que passei boa parte de minha infância .

sábado, 25 de abril de 2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ano da França no Brasil é lançado no Piratini

Em Porto Alegre, Yeda Crusius reuniu autoridades e convidados, entre eles o cônsul honorário da França, Roneer Fábris - Adriana Fraciosi


Sede do governo gaúcho é uma réplica do palácio francês do Petit Trianon

O Palácio Piratini foi palco do lançamento oficial no Estado do Ano da França no Brasil, nesta terça-feira. O evento começou por volta das 19h. Durante a cerimônia a governadora fez uma homenagem às comemorações de abertura do evento no país, que ocorre também no Rio de Janeiro. 

Em Porto Alegre, Yeda Crusius reuniu autoridades e convidados, entre eles o cônsul honorário da França, Roneer Fábris. O Palácio Piratini recebeu iluminação artística para sediar o evento. Fora hasteadas as bandeiras do Brasil, do RS e da França. A homenagem contou com a apresentação da Banda da Brigada Militar, que executou o hino francês, La Marseillaise, e o do Brasil, além de queima de fogos de artifício. 

O Piratini é considerado uma réplica do Petit Trianon, palácio construído no século 17 pelo rei Luis XV, em Versalhes, e depois oferecido à Maria Antonieta, por Luis XVI.

Fonte:ZERO HORA

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Origem da imigração açoriana

Porto Alegre dos Açores
Origem da imigração açoriana

Enquanto no Sul do Brasil o Império Português se defrontava com o problema de possuir muita terra para pouca gente, nas ilhas dos Açores a situação era inversa: havia muita gente para pouca terra. Assim, a decisão da coroa portuguesa de promover a imigração de açorianos para a região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em meados do século XVII, representou a solução de dois problemas, aliviando a pressão populacional nas ilhas e garantindo ao sul um povoamento mais denso do que o do sistema de sesmarias (uma sesmaria tinha 10.503 hectares), em que enormes glebas de terras ficavam nas mãos de poucos proprietários.

A imigração subvencionada de casais açorianos foi feita a partir de 1748 (mais informações sobre os primórdios dessa imigração). Calcula-se que, entre 1748 e 1756, entraram no Rio Grande aproximadamente 2.300 açorianos - o que representava dois terços da população gaúcha de então. A idéia inicial era utilizá-los para ocupar a região das Missões, que pelo Tratado de Madrid (1750) passaria para Portugal, em troca da Colônia de Sacramento. No entanto, o Tratado foi anulado, Portugal não entregou Sacramento e nem recebeu as Missões, e os açorianos ficaram instalados nas margens do rio Jacuí.

Com a invasão espanhola (em que foi ocupada a cidade de Rio Grande, em 1763), os comandantes militares portugueses fundaram diversas praças militares ao longo do Jacuí, para garantir o acesso, por via fluvial, a Rio Pardo, que se tornou, após a invasão, o posto mais avançado do domínio português. É nessa época que foram criadas as vilas de Santo Amaro, Triunfo, Taquari e, finalmente, a própria Rio Pardo. Além dos açorianos - que já se encontravam na região - foram concentrados na área os "retirantes" vindos das regiões mais ao sul, como de Rio Grande.

Tendo recebido pequenas datas de terra e residindo em vilas, os colonos açorianos introduziram no Rio Grande a policultura, plantando aqueles produtos que lhes garantiam a subsistência e vendendo os excedentes nas vilas.

Entre os seus cultivos destacou-se, até o início do século XIX, o trigo. Mas, em uma região de permanentes conflitos, cercados de grandes propriedades, os colonos açorianos terminaram por se incorporar ao meio, e se transformaram, aos poucos, em estancieiros.

Essa primeira tentativa de colonização pela pequena propriedade fracassou e seria preciso esperar quase cem anos para que a idéia tivesse sucesso. No entanto, os açorianos deixaram algumas marcas na cultura gaúcha. São tipicamente açorianos os hábitos de se organizar irmandades que se dedicam à manutenção de uma igreja ou de obras de caridade.

Aliás, uma das mais antigas irmandades do estado, e uma das poucas que ainda funciona, é a de Santo Amaro, fundada em 1814. 

Portugueses

Milicianos receberam terras como pagamento

Dentro da origem portuguesa do Rio Grande, uma outra corrente, além de lagunenses e açorianos, não pode ser esquecida. Trata-se dos milicianos que, atraídos pelo soldo e pela perspectiva de receber terras ao final do período de engajamento, vinham para cá como membros das tropas portuguesas. Eram, em sua maioria, originários das capitanias de São Paulo e Minas Gerais, e através das sesmarias que lhes foram concedidas, ocuparam uma fatia significativa do Rio Grande.

Para responder à pressão espanhola, que cresceu a partir da invasão de 1763, foram concedidas, a militares, terras nas regiões mais ameaçadas. Com isto o povoamento voltou-se para o sul, indo até Camaquã; para o sudeste (seguindo os vales do Camaquã Mirim e do Piratini) e para o oeste a partir de São Sepé, pelos vales dos rios Vacacaí-Cacequi e Santa Bárbara.

É dessa época que data a fundação de várias pequenas vilas, que serviam de centros administrativos e religiosos de apoio aos moradores das sesmarias: Pelotas (a partir de 1780 começou seu povoamento); Encruzilhada (1770); Erval (que surgiu ao redor de um acampamento militar, em 1791); Caçapava e Canguçu (em 1880).

Esses povoados e as sesmarias que os cercavam, garantiram a presença portuguesa ao sul do Jacuí. A bacia do Vacacaí também foi ocupada de 1790 (ano da fundação de São Gabriel) a 1794 (quando se fundou São Sepé). O mesmo aconteceu com a Depressão Central, onde, em 1727, havia sido estabelecido um acampamento militar que deu origem a Santa Maria.

Já a região das Missões foi conquistada em 1801, mas permaneceu com uma densidade de ocupação muito baixa: uma área com cerca de 10 mil quilômetros quadrados até o rio Ibicuí, foi concedida a apenas 14 donatários - entre os quais, naturalmente, estavam os conquistadores da região. Também foi através de milicianos que receberam sesmarias que se ocupou a zona da fronteira, com cidades surgindo a partir de acampamentos e fortificações. É o caso de Bagé, São Gabriel, Alegrete e Livramento.

Essas ocupações de milicianos tiveram sucesso onde a colonização de pequenas propriedades com açorianos não teve. Pois a estância, comandada por um militar ou ex-militar e razoavelmente auto-suficiente, tinha condições de resistir aos ataques que porventura sofresse.

Já a pequena propriedade açoriana estava totalmente exposta, e não tinha como garantir a defesa do solo. Entretanto, não se pode minimizar a importância da colonização açoriana. Pois foi deles, dos milicianos de Minas e São Paulo e dos lagunenses, que se formaria a corrente luso-brasileira do sangue gaúcho que, mais tarde, se misturaria a muitas outras. 

Porto Alegre dos Açores

O Rio Grande do Sul, terra de tantas origens e tradições, também guarda a herança do longínquo arquipélago dos Açores. No pampa e no liPorto Alegre dos Açores ral, na fronteira, nos campos de cima da serra, em pequenos vilarejos e na grande Porto Alegre, fragmentos da matriz açoriana se diluem na cultura e na identidade do gaúcho brasileiro.
Mais do que conhecer e mostrar essa ligação de origens, a série Porto Alegre dos Açores, que estréia no sábado (14 de março), na RBS TV, 12h20min, apresenta aspectos atuais da cultura, da natureza, da vida cotidiana do Arquipélago dos Açores. 
- Nosso olhar sobre os Açores é guiado por personagens que mantêm pontes afetivas e culturais entre o Rio Grande e as ilhas historicamente ligadas a Portugal – diz o diretor André Costantin - . Um casal, ele riograndense, ela açoriana, revive a experiência de conhecer os Açores e o Rio Grande do Sul, guiando-nos pelas memórias e pela cultura contemporânea, pelos lugares, pelos costumes, pelas mitologias que permeiam as paisagens açorianas. 
Em trechos da viagem, a série tem a companhia do escritor Luis Antonio de Assis Brasil, em cuja obra transparece a origem açoriana e o relacionamento de amizade e de estudo que o autor gaúcho mantém com os Açores. Mas, o foco principal de Porto Alegre dos Açores é o olhar aberto do viajante que encontra e se encanta com a gente do lugar, com os personagens autênticos e os lugares especiais que se apresentam aos olhos e ao coração ao longo da viagem. 
Porto Alegre dos Açores tem roteiro e direção de André Costantin. Imagens de André Costantin e André Maciel. Coordenação de produção de Nice Sordi. Direção geral de Gilberto Perin. Realização RBS TV de Porto Alegre. 

domingo, 18 de janeiro de 2009

Escultura é instalada no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para divulgar Fenavinho

                                                            Escultura ficará no aeroporto até 15 de fevereiro
                                                            Foto:Carlos Edler



A figura do imperador romano Augusto Otaviano recepcionará os passageiros do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, como parte da estratégia de divulgação da Fenavinho Brasil 2009, que ocorre em Bento Gonçalves entre 30 de janeiro e 24 de fevereiro. Instalada na madrugada de sábado para evitar transtornos aos passageiros, a escultura de 4m de altura fica no térreo, junto às escadas rolantes. 

A divulgação em Porto Alegre seguirá até 15 de fevereiro, com o objetivo de atingir 400 mil pessoas, número médio de passageiros que circulam por mês no terminal. No final deste mês, a escultura, que fará parte do espetáculo Ópera Popular do Vinho, será substituída pela figura do deus Bacco. Uma taça e uma garrafa gigantes com o rótulo da marca Vinhos do Brasil também ficarão expostas no saguão do aeroporto. 

Um quiosque da Fenavinho também foi montado. Na saída do desembarque, atendentes dão informações e distribuem material promocional da festa diariamente, entre 9h e 21h. No espaço, é exibido um vídeo com o compacto do espetáculo apresentado em 2007 e o comercial de televisão da edição deste ano.

Fonte Zero Hora

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009