sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ano da França no Brasil é lançado no Piratini
Em Porto Alegre, Yeda Crusius reuniu autoridades e convidados, entre eles o cônsul honorário da França, Roneer Fábris - Adriana FraciosiSede do governo gaúcho é uma réplica do palácio francês do Petit Trianon
O Palácio Piratini foi palco do lançamento oficial no Estado do Ano da França no Brasil, nesta terça-feira. O evento começou por volta das 19h. Durante a cerimônia a governadora fez uma homenagem às comemorações de abertura do evento no país, que ocorre também no Rio de Janeiro.
Em Porto Alegre, Yeda Crusius reuniu autoridades e convidados, entre eles o cônsul honorário da França, Roneer Fábris. O Palácio Piratini recebeu iluminação artística para sediar o evento. Fora hasteadas as bandeiras do Brasil, do RS e da França. A homenagem contou com a apresentação da Banda da Brigada Militar, que executou o hino francês, La Marseillaise, e o do Brasil, além de queima de fogos de artifício.
O Piratini é considerado uma réplica do Petit Trianon, palácio construído no século 17 pelo rei Luis XV, em Versalhes, e depois oferecido à Maria Antonieta, por Luis XVI.
Fonte:ZERO HORA
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Origem da imigração açoriana
Enquanto no Sul do Brasil o Império Português se defrontava com o problema de possuir muita terra para pouca gente, nas ilhas dos Açores a situação era inversa: havia muita gente para pouca terra. Assim, a decisão da coroa portuguesa de promover a imigração de açorianos para a região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em meados do século XVII, representou a solução de dois problemas, aliviando a pressão populacional nas ilhas e garantindo ao sul um povoamento mais denso do que o do sistema de sesmarias (uma sesmaria tinha 10.503 hectares), em que enormes glebas de terras ficavam nas mãos de poucos proprietários.
A imigração subvencionada de casais açorianos foi feita a partir de 1748 (mais informações sobre os primórdios dessa imigração). Calcula-se que, entre 1748 e 1756, entraram no Rio Grande aproximadamente 2.300 açorianos - o que representava dois terços da população gaúcha de então. A idéia inicial era utilizá-los para ocupar a região das Missões, que pelo Tratado de Madrid (1750) passaria para Portugal, em troca da Colônia de Sacramento. No entanto, o Tratado foi anulado, Portugal não entregou Sacramento e nem recebeu as Missões, e os açorianos ficaram instalados nas margens do rio Jacuí.
Com a invasão espanhola (em que foi ocupada a cidade de Rio Grande, em 1763), os comandantes militares portugueses fundaram diversas praças militares ao longo do Jacuí, para garantir o acesso, por via fluvial, a Rio Pardo, que se tornou, após a invasão, o posto mais avançado do domínio português. É nessa época que foram criadas as vilas de Santo Amaro, Triunfo, Taquari e, finalmente, a própria Rio Pardo. Além dos açorianos - que já se encontravam na região - foram concentrados na área os "retirantes" vindos das regiões mais ao sul, como de Rio Grande.
Tendo recebido pequenas datas de terra e residindo em vilas, os colonos açorianos introduziram no Rio Grande a policultura, plantando aqueles produtos que lhes garantiam a subsistência e vendendo os excedentes nas vilas.
Entre os seus cultivos destacou-se, até o início do século XIX, o trigo. Mas, em uma região de permanentes conflitos, cercados de grandes propriedades, os colonos açorianos terminaram por se incorporar ao meio, e se transformaram, aos poucos, em estancieiros.
Essa primeira tentativa de colonização pela pequena propriedade fracassou e seria preciso esperar quase cem anos para que a idéia tivesse sucesso. No entanto, os açorianos deixaram algumas marcas na cultura gaúcha. São tipicamente açorianos os hábitos de se organizar irmandades que se dedicam à manutenção de uma igreja ou de obras de caridade.
Aliás, uma das mais antigas irmandades do estado, e uma das poucas que ainda funciona, é a de Santo Amaro, fundada em 1814.
Dentro da origem portuguesa do Rio Grande, uma outra corrente, além de lagunenses e açorianos, não pode ser esquecida. Trata-se dos milicianos que, atraídos pelo soldo e pela perspectiva de receber terras ao final do período de engajamento, vinham para cá como membros das tropas portuguesas. Eram, em sua maioria, originários das capitanias de São Paulo e Minas Gerais, e através das sesmarias que lhes foram concedidas, ocuparam uma fatia significativa do Rio Grande.
Para responder à pressão espanhola, que cresceu a partir da invasão de 1763, foram concedidas, a militares, terras nas regiões mais ameaçadas. Com isto o povoamento voltou-se para o sul, indo até Camaquã; para o sudeste (seguindo os vales do Camaquã Mirim e do Piratini) e para o oeste a partir de São Sepé, pelos vales dos rios Vacacaí-Cacequi e Santa Bárbara.
É dessa época que data a fundação de várias pequenas vilas, que serviam de centros administrativos e religiosos de apoio aos moradores das sesmarias: Pelotas (a partir de 1780 começou seu povoamento); Encruzilhada (1770); Erval (que surgiu ao redor de um acampamento militar, em 1791); Caçapava e Canguçu (em 1880).
Esses povoados e as sesmarias que os cercavam, garantiram a presença portuguesa ao sul do Jacuí. A bacia do Vacacaí também foi ocupada de 1790 (ano da fundação de São Gabriel) a 1794 (quando se fundou São Sepé). O mesmo aconteceu com a Depressão Central, onde, em 1727, havia sido estabelecido um acampamento militar que deu origem a Santa Maria.
Já a região das Missões foi conquistada em 1801, mas permaneceu com uma densidade de ocupação muito baixa: uma área com cerca de 10 mil quilômetros quadrados até o rio Ibicuí, foi concedida a apenas 14 donatários - entre os quais, naturalmente, estavam os conquistadores da região. Também foi através de milicianos que receberam sesmarias que se ocupou a zona da fronteira, com cidades surgindo a partir de acampamentos e fortificações. É o caso de Bagé, São Gabriel, Alegrete e Livramento.
Essas ocupações de milicianos tiveram sucesso onde a colonização de pequenas propriedades com açorianos não teve. Pois a estância, comandada por um militar ou ex-militar e razoavelmente auto-suficiente, tinha condições de resistir aos ataques que porventura sofresse.
Já a pequena propriedade açoriana estava totalmente exposta, e não tinha como garantir a defesa do solo. Entretanto, não se pode minimizar a importância da colonização açoriana. Pois foi deles, dos milicianos de Minas e São Paulo e dos lagunenses, que se formaria a corrente luso-brasileira do sangue gaúcho que, mais tarde, se misturaria a muitas outras.
Porto Alegre dos Açores
Mais do que conhecer e mostrar essa ligação de origens, a série Porto Alegre dos Açores, que estréia no sábado (14 de março), na RBS TV, 12h20min, apresenta aspectos atuais da cultura, da natureza, da vida cotidiana do Arquipélago dos Açores.
- Nosso olhar sobre os Açores é guiado por personagens que mantêm pontes afetivas e culturais entre o Rio Grande e as ilhas historicamente ligadas a Portugal – diz o diretor André Costantin - . Um casal, ele riograndense, ela açoriana, revive a experiência de conhecer os Açores e o Rio Grande do Sul, guiando-nos pelas memórias e pela cultura contemporânea, pelos lugares, pelos costumes, pelas mitologias que permeiam as paisagens açorianas.
Em trechos da viagem, a série tem a companhia do escritor Luis Antonio de Assis Brasil, em cuja obra transparece a origem açoriana e o relacionamento de amizade e de estudo que o autor gaúcho mantém com os Açores. Mas, o foco principal de Porto Alegre dos Açores é o olhar aberto do viajante que encontra e se encanta com a gente do lugar, com os personagens autênticos e os lugares especiais que se apresentam aos olhos e ao coração ao longo da viagem.
Porto Alegre dos Açores tem roteiro e direção de André Costantin. Imagens de André Costantin e André Maciel. Coordenação de produção de Nice Sordi. Direção geral de Gilberto Perin. Realização RBS TV de Porto Alegre.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Escultura é instalada no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para divulgar Fenavinho
Escultura ficará no aeroporto até 15 de fevereiroFoto:Carlos Edler
A divulgação em Porto Alegre seguirá até 15 de fevereiro, com o objetivo de atingir 400 mil pessoas, número médio de passageiros que circulam por mês no terminal. No final deste mês, a escultura, que fará parte do espetáculo Ópera Popular do Vinho, será substituída pela figura do deus Bacco. Uma taça e uma garrafa gigantes com o rótulo da marca Vinhos do Brasil também ficarão expostas no saguão do aeroporto.
Um quiosque da Fenavinho também foi montado. Na saída do desembarque, atendentes dão informações e distribuem material promocional da festa diariamente, entre 9h e 21h. No espaço, é exibido um vídeo com o compacto do espetáculo apresentado em 2007 e o comercial de televisão da edição deste ano.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Nova Petrópolis Jardim da Serra Gaúcha !!
Colonizada por imigrantes alemães, Nova Petrópolis cultiva seus costumes com muita força e representatividade. A preservação da língua alemã, as danças e músicas folclóricas, os trajes típicos, a gastronomia germânica e a arquitetura enxaimel perpetuam a identidade trazida pelos desbravadores desta terra. O potencial naturalmente turístico de Nova Petrópolis aliado à herança histórica e cultural deixada pelos imigrantes alemães motiva os mais diversos eventos. A Magia da Páscoa, na Semana Santa; o Festimalha, em maio; o Festival de Folclore, em agosto; a Feira do Livro, em outubro; a Exposição de Plantas Ornamentais, em novembro; e o Natal Em Cores, em dezembro, são alguns dos destaques na programação anual do município. O cenário cinzento e bucólico dos meses de outono e inverno contrasta com o colorido que renasce na primavera e permanece iluminando a cidade durante o verão. As formas, cores e perfumes das flores que compõem as paisagens nova-petropolitanas são atrativos ímpares e encantam visitantes de todas as partes do mundo. Pontos turísticos como o Parque Aldeia do Imigrante, a Praça das Flores, a Torre de Informações Turísticas e o Jardim da Percepção retratam a história do município e acolhem turistas com a hospitalidade característica da cidade. Nova Petrópolis detém hoje o título de Jardim da Serra Gaúcha por tratar-se de uma das cidades mais floridas da região, além de possuir exuberantes pontos turísticos naturais, como a Cascata Johann Grings, o Paredão Malakoff, o Labirinto Verde, o Pinheiro Multissecular e a rampa de Vôo Livre Ninho das Águias. A cultura germânica presente na arquitetura, o sotaque das pessoas e o clima festivo nato nas pessoas de descendência alemã são destaques nova-petropolitanos. Atualmente, os visitantes que chegam ao Parque Aldeia do Imigrante, por exemplo, são recepcionados por descendentes tipicamente trajados e por um “alemão” também com vestimentas características e sotaque apurado. Nova Petrópolis conta, ainda, com grupos de danças folclóricas e bandas típicas alemãs que encantam os visitantes. Preservar e manter os costumes dos colonizadores alemães que desbravaram a Encosta da Serra e tornaram a Província de Nova Petrópolis um cartão-postal é uma grande missão, mas a preservação da cultura germânica tornará possível manter viva a Alemanha brasileira do pequeno município de Nova Petrópolis. Texto: Kassandra Dorneles Ontem vi uma reportagem sobre Nova Petrópolis e fiquei louco para conhecer a cidade sua história seus pontos turísticos seu povo sua hospitalidade tem tanta coisa que não dá para ficar somente um dia e ainda com a bela estrutura com pousadas , hotéis . Roteiros mostrando todo um passado glorioso de verdadeiros desbravadores que devem ser lembrados sempre .Espero em breve poder visitar !! Uma Europa ao nosso alcance bem pertinho ! | |